A formação da memória

Dia 43

Uma das coisas que ajuda na formação das nossas memórias são as emoções de maneira geral. É por isso que é fácil lembrar com detalhes de momentos de muita dor, engraçados, triste ou felizes, mas quase impossível lembrar o que comemos semana passada no almoço.

Como uma analogia a memória é como gravar algo em uma pedra e a emoção é a força colocada na hora de esculpir.

Memórias fracas são aquelas que acontecem com a gente em nosso estado normal. Pouca força é colocada e o que é gravado na pedra fica tão ralinho que em pouco tempo some.

Memórias constantes são cravadas com uma força moderada, é aquilo que você se lembra, mas se passar muito tempo a memória fica falha mas não se perde completamente. É possível ver que algo foi gravado na pedra, mas não é possível ter todos os detalhes.

Na Memória vívida é colocado força suficiente para o que foi cravado ficar nítido por anos. Durante muito tempos somos capazes de descrever tudo que se passou... "Como se fosse ontem" mas melhor que ontem.

Amnésia traumática é colocado tanta força que a pedra se quebra. Por consequência a memória é apagada completamente e não temos a menor ideia do que aconteceu. É uma maneira do corpo se proteger já que algo que gerou uma reação tão violenta no corpo, não deve ser muito de ter guardado.

Infelizmente não podemos selecionar a memória, e mesmo aquelas que nós ficamos relembrando constantemente, para não esquecermos, sofrem as "corrosões do tempo".

Já tentou ver um filme depois de 15 anos? Ele nunca vai ser tão bom quanto você lembrava.

Até amanhã.



Written by Eduardo Elias in 100posts on quinta, 21 de setembro de 2017 às 22:27. Tags: 100posts,

Comments

comments powered by Disqus